Entre 2022 e 2023 eu fazia o técnico em TI no Senac e trabalhava na Ford ao mesmo tempo. Hoje trabalho e faço Engenharia de Software na FIAP. Nos dois momentos, a sensação foi parecida: o dia acaba antes da lista.

Não vou fingir que tenho tudo sob controle. Mas algumas coisas fizeram diferença de verdade, e é isso que eu quero registrar aqui.

Blocos pequenos, mas todo dia

Eu tentava estudar três horas seguidas no fim de semana e compensar a semana inteira. Não funcionava: eu chegava cansado e rendia pouco. Troquei por 40 minutos quase todo dia. Parece pouco, mas no fim do mês é muito mais do que eu estudava antes.

Aproveitar o tempo morto

O trajeto virou tempo de estudo leve: ler documentação, assistir aula gravada, revisar anotações. Nada que exija computador. Programar mesmo eu deixo para quando estou sentado e com a cabeça descansada.

Um projeto por vez

Já tive quatro projetos pessoais abertos e nenhum andando. Hoje escolho um, levo até um ponto em que funciona de ponta a ponta, e só então começo outro. Terminar uma coisa pequena ensina mais do que começar cinco grandes.

Juntar o que eu estudo com o que eu faço

Quando consigo usar um trabalho da faculdade como parte de um projeto pessoal, ou aplicar algo do projeto na faculdade, o tempo rende em dobro. Nem sempre dá, mas sempre que dá, eu aproveito.

Constância ganha de intensidade. Demorei pra acreditar nisso.

Descansar faz parte

Essa foi a mais difícil de aceitar. Nas semanas em que eu cortei sono para estudar mais, aprendi menos. Hoje tenho pelo menos um período da semana sem faculdade e sem projeto, e não sinto culpa por isso (quase nunca).

Se você está nessa rotina também: vai dar certo, só não precisa ser tudo ao mesmo tempo nem tudo perfeito.